“Um turbilhão caindo
e nada se vê
nada se sente
O que cerca
esta cercado
pelos sentidos
opostos
Uma vida tragada
pelo rancor e amor
entre complexos pensantes
capazes de adorar
e odiar em alta freqüência
Mas um turbilhão caindo
e tudo se vê
tudo se sente
Numa modorra noturna
reflexos de outras vidas
ou pura indulgência da idade
mescla a realidade dos fatos
em um prazer quase erótico.
O medo de entrar na própria
vida reflete na fraqueza
da alma que clama com veemência
uma chave pra as fechaduras
do coração atado
Um turbilhão caindo
mas não pode se vê
tudo se sente.”
Erdmound M.